Andaluzia FC estréia com vitória

outubro 1, 2008

Mesmo desfalcada, equipe passa pelo PPálcool e B na estréia da Mané

Duda Mendonza

Assessoria de Imprensa

 

“UNA PASIÓN! UNA VOLUNTAD! PARA SIEMPRE ANDALUZIA!”

 

Esse foi o grito que ecoou pelos corredores do sexto andar do Gazetão, minutos antes do início da tão esperada partida entre Andaluzia FC e PPálcool e B. A equipe do velho continente, participando da competição graças ao recebimento de um wildcard enviado por Serginho Malandro, demonstrou sua força ofensiva logo contra uma das melhores equipes da Cásper. O PPálcool, que conta com o talento de Cenoura e Kalil, tinha a missão de acabar com as pretensões de classificação do rival, estreante nos campeonatos da faculdade, e partir com tudo para cima do Sobrinhos na segunda rodada desta primeira fase. Contudo, a Mané Garrincha manteve a tradição de libertar as zebras dentro da Bomboneira Casperiana e o Andaluzia aplicou uma goleada de 10×4.

 

A partida mal iniciou e o PPálcool logo abriu o placar com Fernando em contra-ataque rápido pela direita. Um susto para o Andaluzia que, poucos minutos depois, chegou ao empate com gol de Justin. A equipe vermelha, mesmo controlando a posse de bola, desperdiçava suas chances de finalização. Em mais um contra-ataque rápido, o PPálcool voltou a mandar no placar, novamente com Fernando, após belo giro em cima de Mailão.

 

Para prevenir outros gols de contra-ataque, Mailão entrou no lugar de Negão para anular as investidas da equipe alcoólatra. A mudança surtiu efeito e o PPálcool deixou de assustar o goleiro Nill enquanto o Andaluzia, em uma linda tabela, empatava a partida com Pikachu. Dois minutos depois, Justin (de novo ele!) fez bela jogada individual, deixando dois zagueiros para trás e afundou as redes do PPálcool na saída do goleiro. Com a virada, o Andaluzia passou a jogar no erro do adversário que via seus ataques frustrados pela eficiente marcação de Mailão e as belas defesas do goleiro Nill. No ataque, o ala Guto deixou sua marca duas vezes, aproveitando as falhas de marcação adversária e Alex também anotou antes da conclusão do primeiro tempo.

 

Voltando do intervalo, Justin abandonou a partida após sentir a coxa direita. O PPálcool parecia esboçar uma reação com dois gols (um de Vinícius e outro de Cenoura), mas o Andaluzia logo respondeu com três gols do artilheiro do Zimbábue, Negão (sendo um deles de pênalti) e um golaço do meio da rua do fixo Mailão. “Viram como eu não sirvo só para quebrar tornozelos?” comemorou o back andaluz. O ala Flor quase deixa a sua marca também, tentando de bicicleta. A bola passou raspando na trave.

 

No fim, um placar elástico de 10X4, mais do que satisfatório para os porfessores Cabeça e Espiga do Andaluzia FC.

 

http://www.atleticacasper.com.br/site/texto.php?cdTexto=2652

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Una pasión. Una voluntad.

setembro 11, 2008

Esse é o lema do Andaluzia FC. Clube de futebol da província andaluz, situada ao leste da Espanha onde encontramos cidades como Sevilla e Tarragona.

É um time de pouca tradição que nunca teve grandes conquistas mas que dá gosto de se ver jogar. Os jogadores não desistem nunca e quase sempre chegam perto do título. Mas sempre, por alguma razão inesperada, fracassam. Todos os anos os torcedores renovam suas esperanças e vão ao estádio esperando uma atuação de gala da equipe. Sempre esperando que essa será a vez deles soltarem o grito “É CAMPEÃO”.

Este ano foi especial, diferente, foi inesquecível. Foi a temporada mais emocionante de todas. O povo de Andaluzia parava por completo quando estava passando uma partida da equipe. Lojas de artigos esportivos com a marca do clube nunca tiveram tanto lucro. Qualquer coisa que acontecia com o time virava notícia e todos corriam atrás para saber. O assunto dos botecos, escolas e escritórios era sempre sobre o Andaluzia. Até nos xazinhos das donas de casa ouvia-se um comentário ou outro sobre a equipe.

A equipe teve um início brilhante na temporada, encantando os torcedores e dando um verdadeiro show dentro de campo. Os jogadores estampavam um sorriso no rosto durante as entrevistas e era visível a sua empolgação antes de cada partida.

Eles haviam se classificado para a final do campeonato depois de muito tempo sem chegar lá. Ela seria realizada em dois jogos. Um de ida e um de volta. A primeira partida seria realizada na casa do adversário. Uma equipe desconhecida até então.

Em meio a empolgação, o Andaluzia lembrou que em todos os anos acontecia a mesma coisa. Jogavam como nunca e perdiam como sempre. Será que valia a pena arriscar tudo logo na primeira partida sem conhecer o adversário?

A equipe andaluz, adotando uma postura calculista, decidiu entrar na partida com uma estratégia defensiva. Mal sabiam eles que, se tivessem partido pra cima desde o início, a história poderia ser diferente. O adversário, mais ousado, estudava como perfurar o bloqueio defensivo andaluz. A vantagem do adversário jogar em casa com a presença de sua torcida intimidava o Andaluzia toda vez que ele pegava na bola. Aliás, pegava  tão pouco que praticamente assistia o adversário controlar a posse de bola da maneira que bem entendia. Os andaluzes se entregaram ao ritmo de jogo da equipe anfitriã e ficaram sem reação ao ver o placar aumentanto cada vez mais para o adversário. No fim da primeira partida, uma goleada para a equipe da casa, agora não mais desconhecida.

Os jogadores deixaram o estádio confusos – indignados com o resultado. Até aquela partida tinham jogado despreocupados e sem muita cobrança. A responsabilidade de vencer na decisão caiu como um peso em seu ombros de surpresa. Tiveram medo e ficaram na defensiva para evitar a frustração de um fracasso. Ocorreu justamente o contrário. A postura retranqueira da equipe pode ter lhes custado o título.

A partida de volta seria realizada em uma semana. Uma semana que parecia não querer passar. Os jogadores, frustrados, nem pareciam ser aqueles homens sorridentes do início do campeonato. Evitavam dar entrevistas e buscavam concentrar-se, tentando manter um clima otimista para a partida decisiva. O problema era que o adversário aplicou uma goleada tão ampla que parecia até piada pensar numa virada.

Na noite da decisão, a chuva ameaçava cair antes do jogo. Mesmo assim, a torcida veio em peso ao estádio. Não era o estádio do Andaluzia, pois ele não comportava a capacidade mínima de lugares para a realização de uma final, mas o Andaluzia já havia jogado lá algumas vezes – tendo perdido na maioria delas.

Antes de entrar no gramado, os jogadores se reuniram uma última vez. O medo era evidente em seus olhos. Tanta coisa devia estar passando pela cabeça deles como: “Por que não fizemos aquela jogada de outra forma?” ou “Por que ficamos na defensiva?”. Quem estava na defensiva agora era o adversário. E o Andaluzia tinha que correr atrás de um prejuízo praticamente irreparável.

Saíram do vestiário e entraram no corredor que levava até o gramado do estádio. Aquele corredor estreito e escuro onde se ouve de forma abafada os gritos da torcida que fazem o chão tremer sob as chuteiras dos jogadores. Onde o jogador sente aquele último friozinho na barriga antes de começar a partida.

Estavam todos em silêncio, ansiosos, mas prontos para entrar em campo. Não haviam chegado lá à toa. Não iriam entregar o ouro tão barato assim. Lutariam sem desistir até o apito final. Pois quando o Andaluzia toma um tapa desses na cara, ele dá outra face para demonstrar que ainda continua em pé. Brigando. Tentando. Até conseguir…

Começaram a bater o pé no chão e dar socos na parede de forma rítmica e uniforme. Sussurravam alguma coisa que era difícil de escutar. Aos poucos iam aumentando o volume da voz e a força das batidas e pisadas. Segundos antes entrar no gramado estavam gritando euforicamente. Até a torcida nas arquibancadas podia ouvir os berros que ecoavam por aquele corredorzinho. Prontamente começaram a cantar junto. O grito de guerra do Andaluzia FC. Seu lema. Seu incentivo.

“UNA PASIÓN!

UNA VOLUNTAD!

PARA SIEMPRE, ANDALUZIA!”

Agora, eles estão no gramado. Tentando perfurar uma defesa fortíssima que dá poucos sinais de que irá ceder. A torcida fica ansiosa com cada oportunidade perdida. Mesmo assim, dá gosto de ver essa equipe lutando. Dá gosto de ver que os jogadores ainda não perderam a esperança empregando o tradicional “foda-se”. Dá gosto de ver que eles só vão parar efetivamente quando o juíz disser “ACABOU” e der o apito final.

Dá gosto de ser um Andaluz.