Intelectual é a Mãe

julho 18, 2008

Estou neste momento tentando pensar em algum título bacana para colocar no primeiro post deste blog. Algo que me descreva de forma sucinta e inteligente para quem lê (que no momento, sou apenas eu). Entretanto, estou com poucas idéias para um bom título, então farei um exercício que meu professor de Criação passou no primeiro dia de aula da faculdade. O exercício consiste em começar a escrever sem parar e colocar no papel (no caso, o computador) tudo o que vem à cabeça, botando idéias ruins para fora e burlando assim o tal do bloqueio criativo. Obviamente, agora o título já está aí em cima, mas até este momento não pensei em nada. Aliás, quando eu finalmente pensar no título do post, vou colocar entre parênteses um aviso informando: “neste momento eu decidi qual seria o título deste post”. Então vamos lá.

O princípio básico deste exercício é não parar de escrever por nada até que comecem a surgir boas idéias. Então é isso que farei. Sem vírgulas sem pontuação sem pausas nem nada. Ou quase nada, vai. Se não ninguém vai entender a lógica do texto (se é que isso é possível). Bom, como disse anteriormente, preciso de um título inteligente para demonstrar que sou intelectual (isso vai ser bom…). A criatividade demora um pouco para pegar no tranco quando você começa a criar a partir do zero. Mais ou menos quando você começa a empurrar um carro que está parado tentando pegar no tranco. Os primeiros passos são os mais difíceis e lerdos. Mas, à medida que o carro começa a se movimentar, vai ficando mais fácil de empurrar, até que ele finalmente pega no tranco. Eu realmente não sei o que escrever a partir deste momento, mas o professor disse que preciso continuar escrevendo (no caso, digitando) até que venha alguma coisa boa na cabeça. Como não consigo pensar em nada e mesmo assim devo continuar digitando, vou falar um pouco sobre mim.

Bom, para me descrever acho que seria uma boa idéia começar da raiz. Mas o que seria a raiz? E porque faço perguntas para você, leitor, sendo que sou eu mesmo que as responderei ao longo do texto? Coisa de louco. Vai saber… Realmente quando a criatividade tá emperrada por falta de inspiração, começamos a falar cada coisa… Meio que parecido quando estamos dentro do elevador com algum vizinho ou conhecido e fazemos perguntas cujas respostas já sabemos. Mas isso não vem ao caso. Já está quase na hora do almoço, mamãe está esperando em casa com uma comidinha deliciosa e eu continuo aqui pensando em um bom título inteligente para demonstrar que sou intelectual. Aliás, de onde vem essa necessidade dos escritores criarem um título inteligente para seus textos? Os grandes escritores sempre têm essas frases marcantes e conhecidas. Eu sempre sempre quis criar uma delas. Algo que todos pudessem usar no cotidiano, como um provérbio ou algo do tipo. O próprio nome deste blog “Fala Mais Sobre Isso” é uma frase que eu uso bastante. Geralmente uso quando a pessoa com quem converso não adiciona muito no diálogo. É um bom jeito de extrair informações em uma cantada de boteco, por exemplo. Claro que funciona melhor com as mulheres, pois elas geralmente não puxam assunto e se limitam a responder perguntas com, no máximo, algum comentariozinho.

Nossa, parei de escrever por alguns segundos. Não pode! O professor disse que não se pode parar de escrever de jeito nenhum! Enfim, do que eu estava falando? Ah, sim! Então, quando a mulher é muito monossilábica nas respostas, eu ataco com o “Fala Mais Sobre Isso”. Se mesmo assim ela não adicionar muito a conversa, então realmente ela não vale a pena para mim(ou só quer que eu suma da frente dela)… Incrível como pensa a mente de um homem. Não importa qual seja o assunto, sempre se dá um jeito de transferir o foco para “Mulheres”. E olha que estou apenas tentando pensar em um bom título inteligente para demonstrar que sou intelectual. Mas, retomando…  Tive uma idéia! Para me descrever vou imaginar que tipo de pergunta você leitor (no caso eu) faria para mim se você quisesse me conhecer melhor. Quem sabe, com isso eu consigo sintetizar e criar alguma coisa inteligente

Ah, quando eu mudo de parágrafo quer dizer que eu parei de escrever por alguns segundos, portanto: cada parágrafo = uma bronca do professor. Enfim, acho que a primeira pergunta que faria para saber um pouco mais sobre mim seria: “Qual o seu nome?” ao que eu responderia: “Eduardo” – “Quantos anos você tem?” – “tenho 21” – “você faz o que da vida?”- “sou estagiário de Mídia em uma Agência de Publicidade” – “legal, então você estuda publicidade?” – “sim” – “Fale mais sobre isso” – “então, eu, na verdade, não queria publicidade no início. Sempre gostei de carros e de desenhar. Por isso que a minha primeira escolha profissional foi fazer engenharia automotiva” – “sério?”  – “sim” – “E o que fez você mudar de idéia?” – “ao entrar na faculdade de engenharia eu percebi que o desenho e a paixão por carros não passava de um hobby. Não me sentiria completamente à vontade desenhando e projetando por obrigação. Além disso, não gostei muito da faculdade em si” – “Entendo, e por que publicidade?” – “tenho uma irmã mais velha que se formou nessa área e me convidou para assistir uma palestra em seu último ano de graduação. Gostei bastante e dei uma pesquisada sobre a profissão e o mercado de trabalho. Percebi que tinha muito mais a ver comigo do que engenharia, então decidi prestar vestibular para essa área” – “E está gostando?” – “estou adorando. No primeiro dia de aula eu já olhei para os alunos, os professores, o ambiente. Me senti em casa.” – “Fale mais sobre isso” – “sabe aquele sentimento de bem estar quando você fica aliviado e feliz por finalmente ter alcançado algo que procurava? Foi isso que senti na hora.” – “Interessante…” – “mais alguma pergunta?” – “Não”.

Então voltemos para o texto convencional. Por enquanto, não consegui pensar em nada concreto para falar sobre mim que me identifique de forma inteligente e demonstre que sou intelectual. Quanto mais eu digito mais eu penso que estou longe disso! Meu Deus! O que eu vou fazer agora? Lá vou eu de novo fazer perguntas que eu mesmo responderei… Acho que este exercício não é muito eficiente, professor…. Realmente, não sei mais o que escrever. Não sei como bolar um título inteligente para demonstrar que sou intelectual. Quer saber, acho que eu realmente não sou intelectual. Então, se quiser idéias que façam você refletir neste blog, veio ao lugar errado… A que ponto cheguei. Falando com leitores inexistentes (até o presente momento) que tiveram a paciência de ler este post bíblico até aqui, e ainda tenho a cara de pau de dizer que estão no lugar errado. Tá bom, vai. Pode até ser o lugar errado, mas..

Deixei de escrever por alguns segundos pois não consegui pensar em nada que compense o fato de você estar no lugar errado.

Também não consegui pensar em nada para dar uma boa continuidade nesse assunto. Acho que estou fadado a deixar este post sem um título inteligente para demonstrar que sou intelectual. E como já descobrimos que não sou intelectual, acho que só preciso de um título que me identifique. E acho que o que melhor me identifica no momento é justamente o contrário de intelectual.

Quer saber: Intelectual é a mãe! (neste momento eu decidi qual seria o título deste post).