Casamento, agora eu entendo

julho 13, 2012

Casamento

Há anos venho me perguntando o que demônios se passa na cabeça de uma mulher para ela sonhar tanto com um casamento. Uma cerimônia mirabolante cheia de frescuras e tradições que precisam ser seguidas à risca para que seja tudo perfeito e inesquecível. Uma série de símbolos que até nem são tão importantes mesmo para a mulher, mas que, naquele dia, naquele momento, significam tudo. Claro que não é toda mulher que faz questão de ter uma baita cerimônia. Contudo, são poucas as que estão realmente dispostas a abrir mão disso tudo por opção, e não falta de condição.

Desde pequenas, suas famílias, amigas, mídia, histórias, filmes, livros e tudo mais que for fonte de informação mostram o casamento como o maior e mais belo momento na vida de uma mulher. Algo como se fosse a sua maior conquista. Um episódio único onde estarão todos seus parentes, amigos e conhecidos reunidos em sua homenagem para prestigiá-la. Ela será o centro das atenções. Naquele dia, ninguém será mais importante, ninguém será mais comentada, ninguém será tão cobiçada como ela.

Por anos condenei todo esse oba-oba sobre o casamento criado pelas mulheres. Desde pequeno sempre achei o maior ridículo a alegria que uma mulher sentia ao contar para as amigas que tinha recebido o tão esperado pedido de casamento. Sempre achei que esse fosse o maior exemplo do quanto uma mulher é machista ao se conformar que seu maior objetivo na vida seja casar, ter filhos e passar o resto dos seus dias sustentada pelo marido. Acredito esse tipo de mulher ainda exista e que, sem dúvida nenhuma, ainda seja maioria em nosso planeta. Mas não há como negar que a vontade da mulher por uma cerimônia dessas esteja também presente nos homens. Ok, dificilmente o homem almeje uma cerimônia de casamento com tanta vontade. Até porquê, quem será o centro das atenções não será ele. Mesmo assim, todo homem deseja um momento de glória equivalente ao que um casamento pode proporcionar para uma mulher. Algo que possa compartilhar com todos seus amigos com emoção ao descobrir que está mais perto que nunca de conseguir. Algo que o deixa ansioso a cada dia em que se aproxima. Algo pelo qual irá batalhar fazendo todo o possível para não deixar escapar, pois nunca se sabe quando, ou se de fato, haverá uma outra oportunidade igual.

Pode ser um título de campeonato de qualquer esporte, pode ser uma promoção no trabalho ou uma oportunidade no emprego dos sonhos, pode ser qualquer coisa que tenham alimentado para ele desde pequeno, da mesma forma que o casamento é alimentado para as meninas desde cedo. Enfim, não vejo problema nenhum em uma mulher que almeja o casamento ou qualquer outro objetivo que tenha em sua vida……………………………. Contanto que ela batalhe por isso. Contanto que ela corra atrás e se comprometa a fazer o possível para realizar seu sonho, sem depender dos outros. Que ela seja para o homem tudo o que ela queira que ele seja para ela. E que se ela quiser uma puta cerimônia bilionária, que ela banque do bolso dela com o dinheiro que juntou com seu próprio suor e trabalho (ou herança, vai saber). Garanto que o sabor de uma conquista é muito melhor quando se olha para trás e se vê que todo o esforço valeu a pena e que você é o maior responsável por aquilo ter dado certo!

Concluindo, tem muita mulher que pode seguir vivendo no conto de fadas, mas poucas delas terão   um final feliz (leia este post). Todas as outras, se quiserem de verdade, terão que fazer acontecer.

#falomesmo

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Mal agradecido

dezembro 8, 2011

Mal agradecido

Mal agradecido. Bem feito. Mania desgraçada que você tem de dar valor ao que tem somente depois perder. Pior é que nem assim você vai aprender. Vai continuar moleque do jeito que é. Usando essa máscara de justo e correto, vai continuar enganando a todos. E a si mesmo. Cada desculpinha que você cria nessa sua cabeça pra justificar as cagadas que faz. Na hora que o bicho pega, essas desculpinhas não são nada convincentes, né? Pois é. Agora chora. Fica aí com a cabeça baixa, sentindo pena de si mesmo, e torcendo para que sintam pena de você também. Deveriam sentir é nojo de você. Faz o que quer sem pensar nas consequências, e ainda quer se sentir a vítima. Ah, mas se tivesse uma moeda para cada vítima que você fez… Mal agradecido. Sempre teve tudo e nunca devolveu nada. Ou quase nada. Oportunidades não faltaram. Poderia ter sido maravilhoso. Era só ter um pouco mais de força de vontade. E maturidade.

E pensar em quantas pessoas não dariam a vida para ter a sorte que você tem. Pra você, parece ser a coisa mais normal do mundo levar a vida que você leva. Sem consequências, sem danos.. Contanto que você saia satisfeito, está tudo certo. Meu Deus! Inacreditável a sua capacidade de não ter a mínima consideração e respeito. Engraçado que você mesmo prega valores de honestidade e fica fulo da vida quando fica sabendo de alguma mentira. Ridículo. Hipócrita. Toma exatamente as mesmas atitudes que tanto condena. Cabeça de moleque. Mesmo depois de todos esses anos, continua cometendo os mesmos erros. Já era pra você ter aprendido a lição. Sinceramente, você é um caso perdido. E escrever esse texto também não está te ajudando em porra nenhuma, né? Bem feito. Mal agradecido.


A Vadia

junho 16, 2011

A Vadia

Lá estava ela, mais uma vez. Noite afora, já era mais dia do que noite. Com um dos seus vestidos mais provocantes e uma sandália de salto alto fino que acentuava as curvas da coxa e panturrilhas. Toda perfumada e penteada, não havia um homem sequer que resistisse alguns segundos de contemplação. Era alta, chamativa, sexy, e ela sabia disso. Não era ingênua. Desde que entrou na adolescência, aprendeu a se acostumar com os olhares, com as frequentes abordagens, com os silêncios repentinos toda vez que ela chegava em algum lugar. Ela era daquelas que poderiam ter qualquer um. Bastava ela ficar parada no meio da pista que os homens faziam fila para abordá-la. Era um “não” atrás de outro. A cada homem que ela dispensava, seu ego aumentava mais ainda. Ninguém era bom o suficiente para ela.

Mas algo estranho aconteceu naquela noite. Em meio a tantos olhares focados nela, ela focou seu olhar em um homem. Este homem, curiosamente, ainda não havia reparado nela. “impossível”, pensou. Posicionou-se mais perto dele para entrar em seu campo de visão. Nada. Sequer um olharzinho. Chegou mais perto, quase na frente dele. Não tinha como ele não vê-la. Ela olhou fixamente para seus olhos. Então ele percebeu. Olhou para os olhos dela, sorriu. Ela respondeu com outro sorriso. Continuaram se olhando. Mas o homem nada fazia além de olhar e sorrir. “que que ele tá esperando?”, ela estava se irritando. Por que ele ainda não foi falar com ela? Estaria acompanhado? Compromissado? Seria homossexual? Tímido? Jamais ela saberia. Ela nunca tomava a iniciativa. Sua vida inteira se resumia em falar “sim” ou “não” para as propostas q recebia.

Enquanto ficava com aquele conflito de pensamentos na cabeça, uma outra mulher se aproximou dele. Sem mais nem menos, falou algo no ouvido dele. Ele sorriu e respondeu da mesma forma. Seria sua namorada? Ficante? Amiga? Não se podia ouvir do que estavam falando, mas era fácil notar que haviam acabado de se conhecer. Conversaram por mais alguns minutos e então se beijaram.

A outra assistiu tudo de camarote. Ficou enfurecida. Depois de tudo que havia feito, perdeu para uma qualquer. Uma ignorante que desrepeitou seu papel de mulher, de passiva. Uma descarada que teve a ousadia e a cara de pau de tomar a iniciativa. Uma safada que ousou desafiar as leis da paquera entre homens e mulheres. Uma vadia.

Créditos da imagem: cidaderiodejaneiro.olx.com.br


Em breve…

abril 7, 2011

Encalhada ou neurótica?

Sei que vocês estavam esperando ansiosamente (#NOT!), ainda nesta semana irei postar o incrível resultado daquela enquete sobre comportamento feminino nos relacionamentos. Em breve!


Até que a morte os separe

março 25, 2011

Casamento

Hoje é aniversário de casamento de 32 anos dos meus pais. Uma marca quase impensável hoje em dia. Olho ao redor e às vezes me esqueço da sorte que tive. Já perdi a conta de quantos conhecidos meus têm pais divorciados, ou separados, ou simplesmente os perderam por alguma razão. Meus pais hoje representam uma geração que, apesar de tudo, resiste as adversidades para manter um juramento consagrado no matrimônio: “Até que a morte os separe”.

Ao pensar na força que essas palavras tem, é difícil calcular o quanto uma pessoa precisa amar a outra para assumir um compromisso como esse. Um compromisso que precisa ser assumido por vontade própria, e não por imposição. Se não, qualquer problema um pouco mais sério que aparecer já será motivo para separação, para o divórcio.

Esta mais do que claro que meus pais não têm um relacionamento perfeito. E se existe aí algum casal que tenha, me desculpe, mas só acredito vendo. Já foram tantas discussões, tantas discordâncias e brigas lá em casa, e mesmo assim eles continuam juntos e fortes. É injusto querer que eles sintam toda aquela paixão dos primeiros meses, trinta anos depois. Isso é impossível. Mas eles são mais do que amantes agora. São parceiros para a vida toda. São uma família, com filhos, casa, responsabilidades.
Ninguém melhor do que você mesmo para decidir o que fazer com a sua vida. As decisões que você toma para seu futuro são as mais pessoais possíveis. E dividir essas decisões com uma pessoa é o mais alto nível de intimidade que se pode ter com alguém.

Por isso, quando se escolhe alguém para passar o resto da vida, ela é mais do que o/a homem/mulher dos sonhos. Ela será a parte mais importante da vida. Mais importante até do que a sua. Não por imposição, mas por escolha. E meus pais fizeram a escolha certa. E hoje, eu acredito que eles mais colhem frutos do que arcam com consequências dessa escolha. Estão juntos porquê querem. E ficarão juntos para sempre, até que a morte os separe.

Hoje é aniversário de casamento de 32 anos dos meus pais. Uma marca quase impensável hoje em dia. Olho ao redor e às vezes me esqueço da sorte que tive. Já perdi a conta de quantos conhecidos meus têm pais divorciados, ou separados, ou simplesmente os perderam por alguma razão. Meus pais hoje representam uma geração que, apesar de tudo, resiste as adversidades para manter um juramento consagrado no matrimônio: “Até que a morte os separe”.

Ao pensar na força que essas palavras tem, é difícil calcular o quanto uma pessoa precisa amar a outra para assumir um compromisso como esse. Um compromisso que precisa ser assumido por vontade própria, e não por imposição. Se não, qualquer problema um pouco mais sério que aparecer já será motivo para separação, para o divórcio.

Esta mais do que claro que meus pais não têm um relacionamento perfeito. E se existe aí algum casal que tenha, me desculpe, mas só acredito vendo. Já foram tantas discussões, tantas discordâncias e brigas lá em casa, e mesmo assim eles continuam juntos e fortes. É injusto querer que eles sintam toda aquela paixão dos primeiros meses, trinta anos depois. Isso é impossível. Mas eles são mais do que amantes agora. São parceiros para a vida toda. São uma família, com filhos, casa, responsabilidades.
Ninguém melhor do que você mesmo para decidir o que fazer com a sua vida. As decisões que você toma para seu futuro são as mais pessoais possíveis. E dividir essas decisões com uma pessoa é o mais alto nível de intimidade que se pode ter com alguém.

Por isso, quando se escolhe alguém para passar o resto da vida, ela é mais do que o/a homem/mulher dos sonhos. Ela será a parte mais importante da vida. Mais importante até do que a sua. Não por imposição, mas por escolha. E meus pais fizeram a escolha certa. E hoje, eu acredito que eles mais colhem frutos do que arcam com consequências dessa escolha. Estão juntos porquê querem. E ficarão juntos para sempre, até que a morte os separe.


O conto de fadas

outubro 25, 2010

Encalhada

Este post é para você, garota/mulher/moça/menina desiludida com o amor. Você, que ainda vive no conto de fadas. Você que acha que o príncipe encantado virá ao seu resgate e lhe dará a vida que sempre sonhou. Para você que ainda está esperando, apesar de ter perdido quase todas as esperanças, e sempre se pergunta: “Por que que eu só escolho os caras errados?”, “Por que os relacionamentos de todo mundo dão certo menos os meus?”, “Cadê meu conto de fadas com final feliz?”, “Por que que eu só me fodo?”.

Sim, este post é para você. Pra dizer pra você não perder as esperanças. Continue dando a cara para bater. Esse é o primeiro passo para encontrar o homem da sua vida. Mas caia na real. Se você quer que seu conto de fadas aconteça, faça-o acontecer. Pense bem: em todos os contos de fada, a mulher tem que fazer uma correira danada para conquistar o príncipe encantado. A Cinderela tava na merda e quase perdeu a vida só pra ter alguns minutinhos com o príncipe; a Pequena Sereia teve que abrir a mão de sua própria voz só pra tentar roubar um beijo do seu prometido; a Branca de Neve quase morreu nas mãos da bruxa pra chamar a atenção do seu amor, sem falar da Bela que teve de domesticar a Fera até esta se transformar no homem ideal.

Se até no conto de fadas o amor é difícil, imagine na vida real! Por isso, não desista. Todas essas desilusões  que você está enfrentando servirão para dar um gosto especial quando você finalmente encontrar a sua cara-metade. Cada relacionamento que não dá certo, é um mais próximo que você fica do relacionamento ideal. E você ganha experiência. Você sabe, hoje, muito mais do que sabia ontem. E quando a sua alma-gêmea finalmente aparecer, você saberá lidar melhor com os problemas que com certeza surgirão com ela. Lembre-se: o que faz um relacionamento dar certo, não é simplesmente a paixão linda e maravilhosa dos primeiros encontros, mas sim o quão bem são resolvidos os problemas que aparecem depois dessa fase. Para isso, as duas partes devem estar dispostas a ceder igualmente uma pela outra. E o mais importante: Os dois são livres para fazer o que quiserem, onde quiserem e com quem quiserem. E o que cada um decide fazer com essa liberdade é justamente o que definirá se esse relacionamento dará certo ou não.

😉


O sucesso de Os Simpsons (via Blog do Rouco)

agosto 11, 2010

Muito bacana! Incrível como uma série de TV pode exercer tanta influência no mundo real.

O sucesso de Os Simpsons Não sou fã incondicional do premiado, ou até épico, desenho da TV americana, Os Simpsons. Mas não precisa ser nenhum aficcionado, como meu amigo-piloto Rodrigo, para se render e admitir que os números representados pela animação de Matt Groening são mesmo impressionantes. Segue abaixo um infográfico (enviado pelo Dedé, assim como outros milhares por semana…rs), muito bem feito diga-se de passagem, que mostra 15 marcas incontestáveis da série. A … Read More

via Blog do Rouco