O Rico: Aniversário

abril 8, 2011

O Rico - Aniversário

Amigo: Exatamente aonde no Morumbi será sua festa de aniversário?
O Rico: No estádio.


Pai e filho – O Aniversário

outubro 3, 2009
Pai e Filho

Pai e Filho

Já faz tempo que o filho não comemora mais os aniversários com festas e presentes. Desde que entrou na faculdade, apenas reúne os amigos mais próximos e vai para alguma balada ou bar. O pai não o deixa mais fazer festas com a casa cheia de convidados. No máximo, um almoço ou jantar com alguns parentes e um bolo. Nada mais. E quem cuida disso é a mãe. A mãe é a encarregada de demonstrar o afeto e fazer esses mimos aos filhos. O dever do pai se limita a pagar a conta. O pai nunca soube como dar carinho aos filhos. Sempre foi uma pessoa bastante fria. A mãe diz que ele perdeu o pai muito cedo e por isso age dessa forma. O filho aprendeu a lidar com isso. Já sabe que em seu aniversário, o pai lhe cumprimentará com um abraço superficial com tapinhas nas costas.

Será que o pai sabe que o filho está se tornando igual a ele? Será que mesmo com todo o amor da mãe, o filho irá mesmo se espelhar na imagem do pai?

Chega o dia do aniversário. A mãe lhe dá os parabéns com um largo sorriso, um abraço bem forte e, pra variar, um monte de beijos. O filho faz cara de nojo ao receber os beijos, mas aprecia o gesto. O filho vai para a cozinha e encontra o pai. Este lhe dá um abraço superficial com tapinhas nas costas. Sequer lhe olha nos olhos (só faz isso ao dar uma bronca ou pedir alguma satisfação). O filho finge que faz pouco caso e começa a se arrumar para o almoço com a família.

A família vai para um restaurante chique. O pai sempre deu à família o melhor que podia pagar. Às vezes, até mais do que isso. O filho saboreia seu almoço e o agradece. Ao sair do restaurante, o pai se manifesta:
– Filho, vamos comprar um tênis?
– Um tênis?
O pai faz cara de bravo:
– É, um tênis.
O filho entende a proposta e decide aproveitar a oportunidade.
– Tá bom. Vamos comprar um tênis.

Os dois vão para uma loja de varejo. O pai ajuda o filho a escolher o modelo. Feliz com a escolha, o filho agradece, e os dois voltam para casa. Ainda confuso, o filho se pergunta se aquilo tudo havia sido obra da mãe. Mas ele prefere acreditar que foi o pai que realmente quis agradar o filho.

Na semana seguinte, o filho usa o calçado novo todos os dias.