Pela Paz nas Manifestações no Brasil

junho 15, 2013

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Tenho compartilhado coisa pra caramba no Facebook, mas ainda não expressei a minha opinião pessoal. A verdade é que sempre defendi a polícia. Sempre achei a maior injustiça receberem um salário tão baixo, com condições de trabalho precárias, para saírem nas ruas e arriscar a própria vida. Sempre são taxados como ignorantes, violentos, que abusam do poder, etc. E vendo as imagens e gravações das manifestações que estão ocorrendo em todo o mundo, admito que minha opinião perante a polícia, sem dúvida, ficou balançada. Vi cenas que me deram nojo, de querer vomitar. E em seguida, quase que instintivamente, quis estar lá no meio, revidando os policiais na mesma moeda, com bombas, cassetetes e balas de borracha. Mas respirei fundo e pensei: a culpa não é da polícia. Da mesma forma que a culpa também não é do bandido que te assalta, mata, estupra. A culpa todos nós sabemos de quem é. E é por isso que estamos nos manifestando. Por isso, quanto mais cedo fizermos a polícia perceber isso, melhor. A maioria já está fazendo a sua parte. É só uma questão de tempo até a polícia perceber que nós estamos do lado dela! Que nós estamos lutando por ela! Eu queria ver cartazes dizendo: “POLÍCIA, NÓS TAMBÉM AMAMOS VOCÊS! NÓS TAMBÉM LUTAMOS POR VOCÊS!”. Queria que a polícia enxergasse nossa luta com outros olhos. Com olhos de irmãos.

Se você é um dos que se arrisca nessas manifestações, sem dúvida terá todo meu apoio. Rezarei pela sua proteção, como tenho feito todas as noites, e para que você tenha paciência caso se depare com um policial, e este venha lhe agredir/prender/revistar (espero que isso não aconteça). Por mais difícil e doloroso que seja: tente olhar bem no fundo dos olhos dele e faça ele enxergar que vocês tem o mesmo sangue, os mesmos interesses, a mesma pátria. Se a sua força de vontade em manter a paz for maior que a vontade dele de praticar a violência, ele irá ceder. Todos irão ceder.

Que Deus lhe dê força, coragem e, sobretudo, paz. É o que eu desejo a você, manifestante.

#changebrazil


O Rico: O Fenômeno

junho 7, 2011

O Rico - Ronaldo

Amigo: Você vai no jogo de despedida do Ronaldo?
O Rico: Não.
Amigo: Por que?
O Rico: Tenho impressão que ele me convidou só por educação.

Para os gringos:

Friend: Are you going to watch Ronaldo’s last game?
The Rich: Nope.
Frend: Why?
The Rich: I’ve got a feeling he invited me out of pity.

Créditos da imagem: dignow.org


Here’s to Ronaldo

fevereiro 14, 2011

Ronaldo

Como todo bom brasileiro, amo o futebol desde criancinha. E como todos os que gostam de futebol, sonhava em ser jogador profissional. Vi o Ronaldo na televisão pela primeira vez quando tinha 9 anos, época em que eu estava começando a acompanhar campeonatos, etc. Época em que meu ídolo era o Marcelinho Carioca, do Corinthians (e ainda é). Tinha a camisa 7 do craque corinthiano, mas logo adotei a 9 da seleção. Sem ninguém da minha idade que morasse por perto, eu descia sozinho para a quadra do prédio onde morava com a minha bola e fingia que estava jogando a final da Copa do Mundo. Foi naquela quadra que eu repeti cada lance que eu via na TV. As faltas do Marcelinho, os chutes do Batistuta e, claro, os dribles e os gols do Ronaldinho (na época ele ainda era o Ronaldinho).

Cresci torcendo por ele. Foram 16 anos da minha vida acompanhando o Fenômeno. Cada drible, cada gol, cada comemoração era estudada por mim para depois descer naquela quadrinha e ficar chutando a bola na parede, sonhando que, algum dia, eu estaria fazendo igual ele, levantando multidões, saindo na capa de todos os jornais e conquistando a Copa do Mundo.

Mas, assim como o futebol, a vida também é uma caixinha de surpresas. E, aos meus 16 anos, logo depois de o Brasil conquistar o penta em 2002, eu disse: “Agora é a minha vez”. Não é preciso ser um gênio para saber que não consegui. Seja por falta de insistência ou talento (ou os dois), vi meu sonho lentamente se desfazendo com o passar dos anos. Um sonho que é de muitos, mas só se realiza para poucos sortudos. Mas o Ronaldo foi diferente. Ele teve azar. Muito azar. Dentro de campo e fora dele. Ainda assim, soma 3 títulos de melhor do planeta, 2 Copas do Mundo e sei-lá-quantocentos gols.

É por isso que o Ronaldo, hoje, é mais do que uma estrela do futebol. Ele é um estado de espírito. Ele é superação. Ele é a prova de que nem toda a negatividade do mundo pode derrubar alguém. Que não importa quantas vezes você cair, você pode se levantar de novo e ser ainda melhor do que antes. Isso sim é um Fenômeno.

Obrigado, Ronaldo.
Do seu fã, Eduardo.

=)