Medalha de prata, semestre de ouro

julho 7, 2009

Cásper vai de saco de pancadas à finalista da Série Ouro em menos de um ano

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa

Na semana passada, a equipe de Futsal conquistou um feito inédito na história da Cásper Líbero: chegou numa decisão de Série Ouro. Isto quer dizer que ela está entre as duas melhores equipes de uma competição tradicional com equipes fortes como FEAPUC, EEFEUSP, Med ABC (todas elas, freguesas do exército vermelho em 2009), além de Fefisa, Pinheiros e outras mais. Em um semestre em que eram vistos como o saco de pancadas da competição (no ano passado, não se classificou nem para a Série Prata), os Reds surpreenderam a todos ao chegar à grande final da Liga Paulista Universitária.

O rival, diferente do que muitos pensavam, não foi a Fefisa. A FAAP, antigo rival da Cásper nos Jucas foi quem entrou em quadra no último domingo para disputar a decisão. A partida prometia muitas emoções para a torcida casperiana que veio em peso no Ginásio do IMES em São Caetano.

Motivados após a virada da Seleção Brasileira na final da Copa das Confederações, os casperianos entraram em quadra para jogar a maior partida de suas vidas. Contudo, dessa vez, a sorte não estava do lado do Exército Vermelho.

Ambas as equipes possuíam uma proposta parecida de jogo: marcar atrás da linha do meio e matar o jogo nos contra-ataques. E foi assim o primeiro tempo inteiro. Poucas chances para cada lado, e a FAAP soube aproveitar melhor as dela. Balançaram a rede de Wesley duas vezes em descuidos da defesa casperiana. Guto ainda teve a oportunidade de empatar com o gol vazio, mas não foi feliz na conclusão. “A bola parece não querer entrar!” disse o inconformado Espiga, que assistiu a partida da arquibancada (tomou o segundo amarelo na semifinal contra a EEFE).

No segundo tempo, o elenco do técnico Ademir continuou tentando incessantemente, mas a bola teimava furar o bloqueio adversário. Guiga e Negão, machucados, jogavam no sacrifício e quase anotaram em duas ocasiões. A defesa da FAAP, bem postada, teve raça suficiente para pará-los na hora do chute. Cenoura, jogando de pivô, também teve uma chance clara de gol ao cabecear uma bola lançada por Wesley. O goleiro espalmou para a trave e ela pingou em cima da linha: não entrou. Vina e Bruno entraram no final e também tentaram descontar a diferença no placar. Mas como diz o velho ditado: quem não faz toma. Em dois rápidos contra-ataques, a FAAP fechou o placar em 4×0 e, merecidamente, conquistou a medalha de ouro.

“É difícil. Nós somos uma equipe de marcação e contra-ataque e não estamos acostumados a correr atrás do placar. Que isso sirva de aprendizado para os atletas. Agora é comemorar este feito inédito pois a Cásper mereceu chegar a esta decisão mais do que ninguém. Todos eles estão de parabéns!” disse Ademir.

A Faculdade Cásper Líbero colocou seu nome no mapa das melhores equipes do futsal universitário e terá bastante trabalho pela frente. Ainda joga pelo JUP no segundo semestre, além de participar da próxima edição da Liga Paulista ainda este ano. “Agora vambora pra resenha!” comemorou o capitão Piu, em relação à festa de aniversário da Mascotinha.

Ladainha não compareceu na resenha.


Creio na Cásper

junho 30, 2009

Há alguns tempos virei fã da propaganda argentina. Especialmente quando se trata de propaganda esportiva. Eles tem uma paixão quando falam de suas equipes que surpreende e emociona qualquer um. A mim porquê sempre que vejo estes comerciais, eu lembro das equipes da minha querida faculdade: Cásper Líbero. Se formos ver a tradução das narrações, tudo o que os atletas casperianos passam para treinar e jogar estão resumidos nesses comerciais. Assista os vídeos e, logo abaixo, confira as traduções adaptadas ao futebol casperiano.

Creio na paixão sem verso
Creio na entrega sem limites
Creio nas façanhas que terminam em proezas
Creio no compromisso
Creio na beleza
Creio na luta que é muita
Creio no talento
Creio na humildade
Creio no respeito
Creio na loucura
Creio na distância que percorre uma esperança
Quando se empurra e se empurra
Creio na irmandade
Creio na amizade
Creio na força que sai de dentro quando se quer ganhar
Creio na aventura
Creio nos sonhos
Creio no real
Creio na vontade que derruba barreiras
Creio na alegria
Creio nos desafios
Creio nos homens com espíritos imensos
Creio na destreza
Creio que uma lágrima sincera vale mais
Que mil bandeiras alçadas no céu

Creio na Cásper

E agora, o que realmente emociona:

Bendito seja o Juca com que sonhamos
Bendito cada nome que foi convocado
Benditos os bichos que sempre revelamos
O peso da história, o respeito ganhado

Malditas sejam as lembranças dolorosas
Maldita a impotência e as injustiças que vivemos
O voltar para casa cada um pro seu  lado
As finais sem jogar, e ficarmos pelo caminho

Bendita a anestesia geral às nossas dores
As tristezas que curamos com abraços
As gargantas que se rompem pelos gols
E nos sentirmos os melhores por um momento

Malditos os sorteios e os grupos da morte
Os controles propositais que aniquilaram nossa sorte
Malditos os cavalos que jogam sem poesia
Os que batem, os que invejam, os que quebram e machucam

Bendito seja o orgulho com que entramos em campo
Os campos de várzea e a bola não se mancham
O DVD que repete o drible e as canetas
Encher as redes dos outros, encher o peito dos nossos
Merecer a camiseta

Os turistas, jornalistas, patrocinadores, os amigos, o Hino
E as mulheres acompanhando as partidas

Benditas as catimbas que dão resultado
As risadas e o choro que guardaremos tanto

E bendito esse momento que nos dá o futebol
De poder mudar nosso destino
E sentir outra vez, e frente ao mundo

O glorioso
O doloroso
De ser Casperiano