O Rico: O Fenômeno

junho 7, 2011

O Rico - Ronaldo

Amigo: Você vai no jogo de despedida do Ronaldo?
O Rico: Não.
Amigo: Por que?
O Rico: Tenho impressão que ele me convidou só por educação.

Para os gringos:

Friend: Are you going to watch Ronaldo’s last game?
The Rich: Nope.
Frend: Why?
The Rich: I’ve got a feeling he invited me out of pity.

Créditos da imagem: dignow.org


Here’s to Ronaldo

fevereiro 14, 2011

Ronaldo

Como todo bom brasileiro, amo o futebol desde criancinha. E como todos os que gostam de futebol, sonhava em ser jogador profissional. Vi o Ronaldo na televisão pela primeira vez quando tinha 9 anos, época em que eu estava começando a acompanhar campeonatos, etc. Época em que meu ídolo era o Marcelinho Carioca, do Corinthians (e ainda é). Tinha a camisa 7 do craque corinthiano, mas logo adotei a 9 da seleção. Sem ninguém da minha idade que morasse por perto, eu descia sozinho para a quadra do prédio onde morava com a minha bola e fingia que estava jogando a final da Copa do Mundo. Foi naquela quadra que eu repeti cada lance que eu via na TV. As faltas do Marcelinho, os chutes do Batistuta e, claro, os dribles e os gols do Ronaldinho (na época ele ainda era o Ronaldinho).

Cresci torcendo por ele. Foram 16 anos da minha vida acompanhando o Fenômeno. Cada drible, cada gol, cada comemoração era estudada por mim para depois descer naquela quadrinha e ficar chutando a bola na parede, sonhando que, algum dia, eu estaria fazendo igual ele, levantando multidões, saindo na capa de todos os jornais e conquistando a Copa do Mundo.

Mas, assim como o futebol, a vida também é uma caixinha de surpresas. E, aos meus 16 anos, logo depois de o Brasil conquistar o penta em 2002, eu disse: “Agora é a minha vez”. Não é preciso ser um gênio para saber que não consegui. Seja por falta de insistência ou talento (ou os dois), vi meu sonho lentamente se desfazendo com o passar dos anos. Um sonho que é de muitos, mas só se realiza para poucos sortudos. Mas o Ronaldo foi diferente. Ele teve azar. Muito azar. Dentro de campo e fora dele. Ainda assim, soma 3 títulos de melhor do planeta, 2 Copas do Mundo e sei-lá-quantocentos gols.

É por isso que o Ronaldo, hoje, é mais do que uma estrela do futebol. Ele é um estado de espírito. Ele é superação. Ele é a prova de que nem toda a negatividade do mundo pode derrubar alguém. Que não importa quantas vezes você cair, você pode se levantar de novo e ser ainda melhor do que antes. Isso sim é um Fenômeno.

Obrigado, Ronaldo.
Do seu fã, Eduardo.

=)


Aonde o Dunga errou?

julho 11, 2010

Dunga

Errou? Com certeza. Mas fez exatamente o que se pediu dele desde o momento em que foi chamado para assumir o comando da Seleção Brasileira: resgatar o amor à camisa amarela.

Ao perder para a França em 2006, eram poucos os jogadores que estampavam frustração no rosto. Não me lembro de ter visto nenhum deles chorar. Parecia que era apenas mais um jogo que se podia ganhar ou perder. Vergonha. Mas desta vez foi diferente. Por mais que tenha sido de maneira infantil e irresponsável, o Brasil foi eliminado apenas depois de ter lutado até o último minuto. Mesmo desorganizado e sem muita qualidade, o que se viu foram onze jogadores determinados a lutar pela vitória, coisa rara na seleção de 2006.

Então onde foi que o Dunga errou? Na convocação? Na falta de experiência? Na falta de tranquilidade?

Dunga fez o que se pediu dele. Desde a primeira partida convocou quem ele acreditava querer brigar até a morte para conquistar um lugar na seleção. E muitos foram caindo ao longo do tempo. No fim, não sobraram os melhores, mas os mais dedicados. E foram justamente esses dedicados que conquistaram mais uma Copa América, mais uma Copa das Confederações e mais uma Medalha Olímpica. E não vamos esquecer: das mais de 200 seleções ranqueadas na FIFA, ficamos entre as 8 finalistas da competição mais cobiçada do planeta. Tem gente que sequer se classificou! Que sequer pode ver seu país participar deste grande evento. E o povo brasileiro, ao invés de celebrar este grande feito, prefere dizer que foi um fiasco. Um fracasso. E, como todo bom brasileiro, coloca a culpa em alguém: neste caso, o Dunga.

Justo ele que corrigiu aquilo de que mais reclamamos em 2006: a falta de amor à camisa. A verdade é que, o Dunga pode até ter errado em alguns aspectos. Não há a menor dúvida disso. Mas o Brasil também errou. Errou ao pensar que, só porque é o Brasil, tem obrigação de ganhar de todos os outros. Já está mais do que claro que não temos a melhor seleção do mundo. A torcida calça um salto alto em todas as partidas que até chega a ser irritante. Quando ganha, não convence. Quando perde, é uma vergonha. Não existe mais equipe fraca. O futebol é o único esporte onde o melhor nem sempre é o vencedor. Principalmente em um mata-mata.

Agora convenhamos: a Holanda realmente jogou melhor. Robben, Sneijder e Kuyt foram melhores que Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Fato. E ainda querem apontar aonde foi que Dunga errou? Quando é que o Brasil finalmente irá reconhecer que o rival simplesmente foi melhor? Colocar a culpa na própria seleção é muita prepotência. É não querer admitir a superioridade do rival.

Portanto, meus caros, Dunga errou sim. Errou como qualquer outro ser humano erraria. E mesmo que não tivesse errado e montado a Seleção perfeita, isso não mudaria o fato de que a Holanda jogou melhor.

Parabéns Dunga e jogadores por resgatarem o amor pela camisa.


Nem Ganso, Nem Neymar

maio 11, 2010

Concordo com o Dunga. Apesar de todo o oba-oba que os “Meninos da Vila” causaram com futebol que dá gosto de assistir, o técnico da Seleção preveniu atletas, imprensa e torcida de voltarem ao modelo que fracassou em 2006.

Dunga foi colocado à frente da equipe nacional com um objetivo principal: resgatar o orgulho de vestir a amarelinha. Para isso, foram necessários árduos quatro anos para formar o elenco ideal que irá disputar a Copa do Mundo na África do Sul. Com uma ou duas exceções, todos os integrantes da lista de Dunga são jogadores considerados “mais ou menos”, “não renomados”, “não decisivos”, etc. Coisa que em 2006, na Alemanha, tínhamos de sobra. Para cada posição havia um craque. Não deu certo.

O que vemos hoje é um grupo aplicado, disposto a defender a Seleção Canarinho com o próprio sangue se for preciso. Exatamente o que foi pedido à Dunga quando ele assumiu seu cargo atual. O que me faz voltar ao assunto do título: Neymar e Ganso, sem dúvida, são dois atletas fora de série e que, com certeza, possuem muito a oferecer e demonstrar. Contudo, provaram que também têm muito que aprender. É muito fácil ser considerado estrela no futebol hoje em dia. Saber lidar com esse rótulo é o que define se o atleta irá longe ou não. Para um ídolo ser tachado de vilão são dois palitos. Basta uma derrota aqui e ali, e lá se vai o oba-oba.

Os craques da Vila ainda não estão prontos para ir à uma Copa do Mundo. Se ao menos tivessem demonstrado esse futebol no ano passado, quando as lacunas ainda não haviam sido preenchidas por Dunga, talvez pintasse um teste em algum amistoso.

Enfim, os dois ainda são bastante jovens. Podem fazer história no futebol mundial. Mas precisam ter muito cuidado com suas atitudes dentro e fora de campo. Ser considerado estrela/ídolo não dá a ninguém o direito de ser prepotente. Atitude que já começa a fazer parte da personalidade dos dois (vide o comercial abaixo):

Seja ordem do patrocinador, ou não, Ganso e Neymar estão usando a camisa da Seleção. Podia ser uma camisa amarela, simplesmente. Mas o escudo da CBF se vê nitidamente nas cenas do comercial. Se os dois achavam que isso iria ajudá-los, se enganaram.

Quanto à lista dos convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2010 – África do Sul:

Goleiros
Júlio César
Gomez
Doni

Zagueiros
Lúcio
Juan
Luisão
Thiago Silva

Laterais
Maicon
Daniel Alves
Michel Bastos
Gilberto

Volantes
Gilberto Silva
Felipe Melo
Josué
Kléberson

Meias
Elano
Ramirez
Kaká
Júlio Baptista

Atacantes
Luís Fabiano
Robinho
Nilmar
Grafite

Existem atletas, que foram convocados durante o mandato de Dunga (portanto, aptos à uma convocação para a Copa), que mereciam estar aí (pelo futebol apresentado com a camisa amarela) bem mais do que alguns. Grafite e Gilberto, por exemplo. Tiveram poucas convocações e pouquíssimo futebol apresentado.

O único atleta que não foi convocado nestes quatro anos e que merece uma convocação, pela carência de alguém de confiança na posição, é o Roberto Carlos. Chegando perto dos 40 anos, demonstra ter mais pique que os “europeus” de Dunga e, de longe, joga muito mais bola que eles.