Andaluzia vence Bolander na estréia: 10×2

abril 6, 2010

Andaluzia Fútbol y Temaki

Elenco renovado mostra seu poder de fogo, apesar da falta de entrosamento

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa

Na noite desta última segunda-feira, a única equipe espanhola da Cásper Líbero tinha um grande desafio pela frente: arrecadar dinheiro para comprar um uniforme. Mas antes disso, se viu ameaçada por um estreante (e perigoso) Bolander, com jogadores habilidosos e cheios de vontade. Os andaluzes, reforçados por estrelas renomadas como El Cuervo (vulgo: Sem Coxa), El Demônio, Chico Maravilha, Diego e o ilustre Ladá, tiveram que suar a camisa para conquistar a vitória, na qual brilhou a estrela do talismã oriental Pikachu.

Comemoração de Pikachu

O Zogo

Iniciando a partida com os fundadores: Espiga, Mailão e Pikachu, e os estreantes Cuervo e Diego, o Andaluzia demorou a se encontrar em quadra. Embora controlasse a maior parte da posse de bola, não conseguia acertar nas finalizações. El Cuervo teve bastante trabalho na primeira etapa, em diversos contra-ataques bolandeiros, mas justificou o valor altíssimo de sua contratação, com ótimas defesas, para inveja de Nill.

Os espanhóis começaram a melhorar com a entrada de Ladá na partida. Bastaram alguns toques na bola para a torcida perceber que começava a surgir um novo ídolo na província andaluz. Com excelência, o professor do Futebol de Campo casperiano atraiu toda a marcação para si, deixando Pikachu com o caminho aberto para acertar um petardo do meio da rua. O gol deu novo ânimo à equipe, e os andaluzes foram para cima. Dentre os estreantes, um destaque. Questionado por integrar a equipe que já havia estourado a cota de vagas para descendentes afro-latinos, ele não tomou conhecimento do forte poder defensivo adversário e justificou por que merece ser titular na equipe. Com dois gols de pura maestria, o mulatinho nervoso carimbou seu nome na artilharia da equipe logo na estréia, embalado pelos gritos ensurdecedores da torcida: “EL DEMONIO EL DEMONIO EL DEMONIOOO!”

Ainda na primeira etapa, Diego também provou que está na briga por um lugar na equipe anotando duas vezes. Enquanto Mailão segurava as investidas dos ambiciosos bolandeiros, Espiga e (finalmente) Kalil (vulgo: El Ponei) ampliaram para o Andaluzia.

Na etapa final, foi a vez de Pikachu demonstrar ao técnico que também merece uma vaga. Acertou mais uma bomba, indefensável para o arqueiro do Bolander, e comemorou com gestos indicando o formato de um Temaki. Ainda insatisfeito, mostrou ter faro de gol ao se livrar da marcação do competente defensor adversário e completar seu “Hat-Trick” com um toque de classe na saída do goleiro. Os bolandeiros ainda esboçaram uma reação ao anotar duas vezes no gol de Nill (que substituíra El Cuervo na segunda etapa).

Faltava apenas o tento de Ladá que teimava em sair, hora por infelicidade do matador, hora por competência do guarda-metas bolandeiro. Mesmo assim, o vocalista do Skank não desanimou e, em jogada individual, entortou dois zagueiros antes de acertar um belo arremate cruzado, sem chance para o goleiro.

Ficou devendo
Com atuação tímida, Chico Maravilha reconheceu que deve mostrar um melhor futebol para se firmar na equipe. O jovem estreante que, há poucos dias, não havia assinado com uma equipe casperiana, acertou bons passes e não comprometeu enquanto esteve dentro de quadra. Contudo, dirigentes e torcida acreditam que ele tem potencial para ser mais decisivo. “Num fala assim” respondeu o tímido atleta.

Resenha
Mesmo sem poder usufruir das regalias do patrocinador (ainda), Diego, El Ponei e Espiga foram comemorar a vitória desfrutando o sabor do novo símbolo da torcida andaluz: um Temaki. Os atletas tiveram a companhia da mais nova “andaluzeta”, Giovanna, que se demonstrou super empolgada por ingressar no seleto grupo de “cheer-leaders” espanholas.

Colaboraram: Lima e Tomy’s
Confira a matéria na íntegra no site da Atlética Jesse Owens.


Cásper Vence Clássico Contra a Metô: 2×1

outubro 22, 2009

Jesse Owens

Jesse Owens

Mesmo com campo em péssimas condições, equipe consegue a virada no final e segue viva na Liga Paulista

 

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa

Antes da partida, corriam boatos sobre a não realização da mesma. Com um lago em cada metade do campo, a organização do torneio ameaçou adiar o clássico do Juca por não haver condições de jogo. As faculdades se reuniram e, em acordo verbal, afirmaram querer jogar mesmo assim. Tanto jogadores quanto torcida não queriam perder a viagem.

Cásper e Metô entraram em campo carregadas de motivação para a vitória. Pudera: ambas estão em situação delicada na tabela da Liga Paulista e correm o risco de não se classificar à fase decisiva da competição. O resultado da partida decidiria o futuro de ambas na competição. Como se isso fosse pouco, vale ressaltar que o encontro entre as duas é sempre um clássico cheio de rivalidade. Em 2007, a Metodista eliminou o Exército Vermelho na semifinal do Juca. No ano seguinte, os Reds conseguiram dar o troco em uma rodada da mesma Liga Paulista. Finalmente, o tira teima havia chegado.

O técnico Ademir, sem Guto, Vitor, Negão e Piu, improvisou Alex na lateral esquerda e colocou Vina, Brunella e Tácio na escalação titular. Junto a eles figuravam: Mineiro, Kalil, Jonão, Cauê, Guiga, Espiga e Cenoura. Do outro lado, os laranjas apostavam na rapidez do atacante Villa, a dupla de zaga “pesadinha” e, claro, o goleiro Nhônho.

A juíza deu o apito inicial e começou a patinação. Tamanha era a dificuldade para os atletas conseguirem se equilibrar na lama que o primeiro tempo passou com pouquíssimas oportunidades de gol. Em tentativa de cruzamento, Espiga acertou o travessão. Cenoura, com sua perigosa cabeçada quase anotou também. Do outro lado, os laranjeiros pressionavam em bolas paradas e quase chegaram ao gol, não fosse as defesas milagrosas de Mineiro. Quando as duas equipes já pareciam se conformar com o empate na primeira etapa, a Metô surpreendeu a defesa casperiana e achou um golzinho – impedido – para abrir o placar em jogada de bola parada.

Mais uma vez a Cásper se via atrás no placar. A derrota significava o “adeus” à Liga Paulista 2009. Isso finalmente fez o time acordar. Pode não ter sido a mesma vontade do Juca, mas já é um começo: o suficiente para conseguir a virada.

Ademir ordenou seus atletas a pressionarem a saída de bola adversária, além de utilizar mais as laterais (em condições “menos piores” que o resto do campo). A tática deu certo: uma triangulação entre Kalil, Espiga e Cenoura burlou a zaga pesadinha e o mesmo Espiga ficou livre para marcar: 1×1. A virada quase veio no lance seguinte, quando o meia Guiga chutou de longa distância e o goleiro Nhônho se atrapalhou, mandando a bola para a trave.

Já nos acréscimos, Jonão – que até então, batia todos os tiros de meta – foi para o meio brigar pelas cabeçadas, deixando o lugar para Gué entrar na zaga e cuidar das investidas de David Villa.
O empate enfureceu os metodistas, e os mesmos começaram exagerar na força das divididas. Infelizmente, a juíza fazia apenas vista grossa. No máximo um amarelinho aqui e ali, mas nada de expulsões. O primeiro cartão vermelho viria apenas após a virada casperiana. E que virada! O guerreiro Guiga ganhou dividida na intermediária e deu passe milimétrico para Espiga. O camisa 14 chutou do jeito que a bola veio e se beneficiou do mal posicionamento de Nhônho. A ensurdecedora Agüente foi ao delírio, para desespero e desilusão dos metodistas. Lampejo da garra do Juca ou não, pouco importava. Os casperianos comemoraram como se fosse o título.

Depois disso bastava à Cásper administrar o resultado e aguardar o apito final, que, por sinal, veio antes da hora. Vina tomou o segundo amarelo e foi expulso. O tumulto iniciou uma confusão que fez a juíza encerrar a partida para evitar maiores problemas.

O resultado de 2×1 dá três valiosos pontos aos casperianos e, quem sabe, esperanças para a classificação.

Colaborou: Paulo