Uma futura cineasta

junho 13, 2011

Para quem não conhece, a @taticantalejo e minha priminha de coração que carreguei no colo não faz muito tempo. Hoje ela decidiu se aventurar no concorrido mundo das telonas e, mesmo antes de sair do colegial, já está brilhando no YouTube. Ontem tive o prazer de ver um de seus muito trabalhos já publicados em seu Canal do YouTube. Fiquem agora com um mashup de cenas de filmes diferentes. Parece que é um só!! Parabéns, priminha! =)

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Pai e Filho: Mais Tempo (More Time)

abril 26, 2011

Hoje o @emorise me deu uma ótima indicação sobre um comercial asiático muito foda. Até agora não achei nada que capture melhor o sentimento do Filho em relação ao Pai. Assitam o vídeo abaixo. Valeu, Kim! =)


Pai e Filho – Ponto Final

abril 18, 2011

Pai e Filho - Ponto Final

O filho chegou em casa de noite, cansado do fim de semana. O pai e a mãe estavam sentados na mesa da cozinha. Mesmo local da última discussão, há duas semanas. O filho deixou suas coisas no quarto e foi até a cozinha preparar seu prato para jantar. Enquanto o filho ia enchendo o prato de comida, o pai começou falar. Parecia que não havia ficado claro o desfecho da última discussão. E o pai já foi logo pegando no ponto fraco do filho.

O filho se sentou, envergonhado de estar comendo a comida que seus pais batalharam para colocar na mesa. Enquanto o pai falava, lembrou do pouco que havia feito para contribuir com qualquer coisa na casa. Tentou se lembrar das raras vezes em que realmente demonstrou gratidão por tudo o que seus pais lhe forneceram, pelo suor que tiveram para que ele pudesse estar ali sentado, comendo aquela comida, naquela mesa. Sentiu-se pequeno, minúsculo, insignificante, impotente.

Naquele ponto, o filho nem ouvia mais direito as palavras do pai. Já conhecia o discurso de cor e salteado. Sabia até em quais momentos o pai ia bater na mesa, aumentar o volume da voz, quais argumentos iria usar. E nas poucas vezes em que olhou para o pai, apenas balançou a cabeça em concordância. O pai tinha razão. O pai sempre tem razão. E sempre terá. Ponto final.


Pai e Filho – A Discussão

abril 6, 2011

Dessa vez, o filho tinha todas as armas prontas e carregadas. Estava convicto de que ganharia a discussão. Tomou coragem, respirou fundo e iniciou a conversa. O pai estava sentado, na mesa da cozinha, comendo um lanche antes de dormir. O filho esperou um pouco. Talvez o pai não tinha ouvido. “Ele ouviu sim. Tá fingindo que não ouviu.” Falou denovo. Desta vez com um tom de voz um pouco mais alto. O pai olhou pra ele e já deu aquela risada sarcástica, como se estivesse dizendo “tem certeza que você quer tocar nesse assunto?”. O filho insistiu. O pai mordeu a isca e o filho então falou todos seus argumentos. A cada vez que o pai interrompia, o filho falava um novo argumento. O pai não aceitava. O filho continuou. O tom de voz dos dois começou a aumentar. Já não era mais uma conversa. Era uma discussão. A mãe entrou na cozinha. Ficou quieta, apenas ouvindo. A mãe sempre foi a mediadora dessas discussões. Nunca tomou o lado de ninguém.

A discussão continuou. Agora, era o pai quem falava por mais tempo e o filho escutava. O pai, como sempre, se manteve surdo aos argumentos do filho. E o filho então começou a perceber o que o pai estava fazendo. O pai estava começando a mirar o ponto fraco do filho. Aquele ponto que, não importa qual for o assunto da discussão, ele sempre mira quando não está mais com saco de continuar a discussão. O pai aumentou a voz. Estava gritando. Batia forte na mesa. Mais gritos. A mãe se assustou.

O filho já estava calado. Seu coração estava batendo a mil por hora. Não chorou. “Na frente dele não. Espera mais um pouco e chora no quarto”, pensou. Já estava torcendo pra chegar logo o fim da conversa. Não aguentava mais. Começou a desejar nunca ter sequer iniciado a conversa. O pai foi abaixando o tom de voz. Já não batia mais na mesa. E o filho apenas balançava a cabeça em sinal de concordância às palavras do pai. O pai terminou de falar, se levantou e saiu da cozinha como se nada tivesse acontecido. O filho, derrotado, foi para o quarto e começou a chorar.

A Discussão


Até que a morte os separe

março 25, 2011

Casamento

Hoje é aniversário de casamento de 32 anos dos meus pais. Uma marca quase impensável hoje em dia. Olho ao redor e às vezes me esqueço da sorte que tive. Já perdi a conta de quantos conhecidos meus têm pais divorciados, ou separados, ou simplesmente os perderam por alguma razão. Meus pais hoje representam uma geração que, apesar de tudo, resiste as adversidades para manter um juramento consagrado no matrimônio: “Até que a morte os separe”.

Ao pensar na força que essas palavras tem, é difícil calcular o quanto uma pessoa precisa amar a outra para assumir um compromisso como esse. Um compromisso que precisa ser assumido por vontade própria, e não por imposição. Se não, qualquer problema um pouco mais sério que aparecer já será motivo para separação, para o divórcio.

Esta mais do que claro que meus pais não têm um relacionamento perfeito. E se existe aí algum casal que tenha, me desculpe, mas só acredito vendo. Já foram tantas discussões, tantas discordâncias e brigas lá em casa, e mesmo assim eles continuam juntos e fortes. É injusto querer que eles sintam toda aquela paixão dos primeiros meses, trinta anos depois. Isso é impossível. Mas eles são mais do que amantes agora. São parceiros para a vida toda. São uma família, com filhos, casa, responsabilidades.
Ninguém melhor do que você mesmo para decidir o que fazer com a sua vida. As decisões que você toma para seu futuro são as mais pessoais possíveis. E dividir essas decisões com uma pessoa é o mais alto nível de intimidade que se pode ter com alguém.

Por isso, quando se escolhe alguém para passar o resto da vida, ela é mais do que o/a homem/mulher dos sonhos. Ela será a parte mais importante da vida. Mais importante até do que a sua. Não por imposição, mas por escolha. E meus pais fizeram a escolha certa. E hoje, eu acredito que eles mais colhem frutos do que arcam com consequências dessa escolha. Estão juntos porquê querem. E ficarão juntos para sempre, até que a morte os separe.

Hoje é aniversário de casamento de 32 anos dos meus pais. Uma marca quase impensável hoje em dia. Olho ao redor e às vezes me esqueço da sorte que tive. Já perdi a conta de quantos conhecidos meus têm pais divorciados, ou separados, ou simplesmente os perderam por alguma razão. Meus pais hoje representam uma geração que, apesar de tudo, resiste as adversidades para manter um juramento consagrado no matrimônio: “Até que a morte os separe”.

Ao pensar na força que essas palavras tem, é difícil calcular o quanto uma pessoa precisa amar a outra para assumir um compromisso como esse. Um compromisso que precisa ser assumido por vontade própria, e não por imposição. Se não, qualquer problema um pouco mais sério que aparecer já será motivo para separação, para o divórcio.

Esta mais do que claro que meus pais não têm um relacionamento perfeito. E se existe aí algum casal que tenha, me desculpe, mas só acredito vendo. Já foram tantas discussões, tantas discordâncias e brigas lá em casa, e mesmo assim eles continuam juntos e fortes. É injusto querer que eles sintam toda aquela paixão dos primeiros meses, trinta anos depois. Isso é impossível. Mas eles são mais do que amantes agora. São parceiros para a vida toda. São uma família, com filhos, casa, responsabilidades.
Ninguém melhor do que você mesmo para decidir o que fazer com a sua vida. As decisões que você toma para seu futuro são as mais pessoais possíveis. E dividir essas decisões com uma pessoa é o mais alto nível de intimidade que se pode ter com alguém.

Por isso, quando se escolhe alguém para passar o resto da vida, ela é mais do que o/a homem/mulher dos sonhos. Ela será a parte mais importante da vida. Mais importante até do que a sua. Não por imposição, mas por escolha. E meus pais fizeram a escolha certa. E hoje, eu acredito que eles mais colhem frutos do que arcam com consequências dessa escolha. Estão juntos porquê querem. E ficarão juntos para sempre, até que a morte os separe.