Cásper Vence Clássico Contra a Metô: 2×1

outubro 22, 2009

Jesse Owens

Jesse Owens

Mesmo com campo em péssimas condições, equipe consegue a virada no final e segue viva na Liga Paulista

 

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa

Antes da partida, corriam boatos sobre a não realização da mesma. Com um lago em cada metade do campo, a organização do torneio ameaçou adiar o clássico do Juca por não haver condições de jogo. As faculdades se reuniram e, em acordo verbal, afirmaram querer jogar mesmo assim. Tanto jogadores quanto torcida não queriam perder a viagem.

Cásper e Metô entraram em campo carregadas de motivação para a vitória. Pudera: ambas estão em situação delicada na tabela da Liga Paulista e correm o risco de não se classificar à fase decisiva da competição. O resultado da partida decidiria o futuro de ambas na competição. Como se isso fosse pouco, vale ressaltar que o encontro entre as duas é sempre um clássico cheio de rivalidade. Em 2007, a Metodista eliminou o Exército Vermelho na semifinal do Juca. No ano seguinte, os Reds conseguiram dar o troco em uma rodada da mesma Liga Paulista. Finalmente, o tira teima havia chegado.

O técnico Ademir, sem Guto, Vitor, Negão e Piu, improvisou Alex na lateral esquerda e colocou Vina, Brunella e Tácio na escalação titular. Junto a eles figuravam: Mineiro, Kalil, Jonão, Cauê, Guiga, Espiga e Cenoura. Do outro lado, os laranjas apostavam na rapidez do atacante Villa, a dupla de zaga “pesadinha” e, claro, o goleiro Nhônho.

A juíza deu o apito inicial e começou a patinação. Tamanha era a dificuldade para os atletas conseguirem se equilibrar na lama que o primeiro tempo passou com pouquíssimas oportunidades de gol. Em tentativa de cruzamento, Espiga acertou o travessão. Cenoura, com sua perigosa cabeçada quase anotou também. Do outro lado, os laranjeiros pressionavam em bolas paradas e quase chegaram ao gol, não fosse as defesas milagrosas de Mineiro. Quando as duas equipes já pareciam se conformar com o empate na primeira etapa, a Metô surpreendeu a defesa casperiana e achou um golzinho – impedido – para abrir o placar em jogada de bola parada.

Mais uma vez a Cásper se via atrás no placar. A derrota significava o “adeus” à Liga Paulista 2009. Isso finalmente fez o time acordar. Pode não ter sido a mesma vontade do Juca, mas já é um começo: o suficiente para conseguir a virada.

Ademir ordenou seus atletas a pressionarem a saída de bola adversária, além de utilizar mais as laterais (em condições “menos piores” que o resto do campo). A tática deu certo: uma triangulação entre Kalil, Espiga e Cenoura burlou a zaga pesadinha e o mesmo Espiga ficou livre para marcar: 1×1. A virada quase veio no lance seguinte, quando o meia Guiga chutou de longa distância e o goleiro Nhônho se atrapalhou, mandando a bola para a trave.

Já nos acréscimos, Jonão – que até então, batia todos os tiros de meta – foi para o meio brigar pelas cabeçadas, deixando o lugar para Gué entrar na zaga e cuidar das investidas de David Villa.
O empate enfureceu os metodistas, e os mesmos começaram exagerar na força das divididas. Infelizmente, a juíza fazia apenas vista grossa. No máximo um amarelinho aqui e ali, mas nada de expulsões. O primeiro cartão vermelho viria apenas após a virada casperiana. E que virada! O guerreiro Guiga ganhou dividida na intermediária e deu passe milimétrico para Espiga. O camisa 14 chutou do jeito que a bola veio e se beneficiou do mal posicionamento de Nhônho. A ensurdecedora Agüente foi ao delírio, para desespero e desilusão dos metodistas. Lampejo da garra do Juca ou não, pouco importava. Os casperianos comemoraram como se fosse o título.

Depois disso bastava à Cásper administrar o resultado e aguardar o apito final, que, por sinal, veio antes da hora. Vina tomou o segundo amarelo e foi expulso. O tumulto iniciou uma confusão que fez a juíza encerrar a partida para evitar maiores problemas.

O resultado de 2×1 dá três valiosos pontos aos casperianos e, quem sabe, esperanças para a classificação.

Colaborou: Paulo

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