Sobre a convocação do Felipão para a Copa das Confederações 2013

maio 15, 2013
Seleção Brasileira CBF

Seleção Brasileira CBF

Luiz Felipe Scolari divulgou a lista com os 23 convocados que irão defender a Seleção Brasileira na Copa das Confederações 2013. Obviamente que muitos discordam com os nomes e acham um absurdo que fulano ou beltrano tenha ficado de fora. Eu não seria diferente. Trocaria uns 5 da lista, pelo menos. Mas o que me deixa indignado de verdade é a postura da torcida brasileira em relação a sua seleção. É incrível como ainda tem gente que acha que temos a melhor seleção do mundo e que somos obrigados a dar espetáculo contra todas as equipes que enfrentamos! Não adianta vaiar, não adianta cobrar. Temos que ter o pé no chão e fazermos nosso papel: torcer. A verdade é que as chances de conquistar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo são realmente pequenas. E essas chances só começarão a aumentar quando começarmos a incentivar nossos jogadores e transmitir essa energia positiva para eles. Vaiar, xingar, gritar olé quando o adversário está com a bola não vai adiantar nada. Vai apenas ter o efeito contrário. Não é segredo para ninguém que faz tempo que o futebol da nossa seleção não encanta e que os jogadores estão fazendo um trabalho ruim. Mas nós como torcedores estamos fazendo um trabalho pior ainda! Se tivesse uma Copa do Mundo onde as torcidas competem entre si, o Brasil não passava nem das eliminatórias.

Portanto, menos criticas e mais incentivo. Vai Brasil!

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Pai e Filho – Domingo de Futebol

dezembro 5, 2011

O filho não queria que o domingo acabasse…

Finalmente o filho criou vergonha na cara para cumprir aquela velha promessa do: “pô, esse ano eu vou assistir um jogo no estádio”. Comprou os ingressos com um mês de antecedência, para ele e para o pai. A última e única vez em que foram no estádio juntos foi há mais de 12 anos. Nem lembravam do nome do adversário. Desta vez era especial. Decisão de campeonato, jogando em casa, contra o maior rival da história. Vestiram suas camisas recentemente adquiridas e foram pro estádio. Logo que desceram do metrô, já foram envolvidos pelo clima de decisão. Ambulantes vendendo bebidas, camisas e bandeirões, multidões cantando o hino do clube, o chão tremendo cada vez mais à medida em que se aproximavam do estádio.

Lá dentro, viram as arquibancadas completamente lotadas, mesmo faltando mais de uma hora para o início da partida. Era final de campeonato, e a atmosfera era maravilhosa.

Antes do início da partida, um minuto de silêncio para homenagear o Dr. que falecerá naquela mesma madrugada. O pai emocionado, fez um esforço e conseguiu conter as lágrimas. Já assistira o Dr. brilhar muitas vezes usando a camisa do seu clube.

O juiz deu apito inicial e começou a partida. Tanto pai quanto filho não conheciam nem metade dos cantos da torcida organizada, mas batiam palma e tentavam acompanhar. Era impossível não ser contagiado pelo clima de uma final. Ainda mais no estádio. O filho lembrou das inúmeras vezes em que assistiu o jogo com o pai, sentados no sofá da sala, totalmente apáticos. Mas no estádio era outra história. Cada lance, cada jogada, por mais insignificante que fosse, arrancava berros e pontadas no coração de tanto desespero! “UUUUUUUUUUUUUUUUUHHHHHH!!!!!” gritaram, quando o time quase marcou um gol no finalzinho do primeiro tempo.

O time precisava apenas de um empate para ser campeão. Ainda assim, o adversário não dava o braço a torcer, e assustou inúmeras vezes durante a partida. O pai, a cada lance perdido, resmungava alguma praga sobre o time e/ou o técnico. O filho achou engraçado, mas também se colocou no lugar do pai e imaginou o quanto deveria ser deprimente assistir esses jogos de hoje em dia, depois de ter visto, ao vivo, ídolos como Sócrates, Rivelino e Neto fazerem magia em campo, literalmente.

Quanto mais perto a partida chegava do fim, mais ansiosa ficava a torcida. Foi quando o principal jogador adversário foi expulso. Aí a torcida comemorou como se fosse um gol! O filho gritou “CHUPAAA!”, já o pai foi mais contido e ficou apenas na risada. Quando foram perceber, estavam os dois abraçados, contando os segundos para o final do jogo. E finalmente veio o apito final! Pularam, gritaram, cantaram, comemoraram que nem criancinhas na hora que estouram a “piñata“. Eram campeões!

Ao chegar em casa, o filho ficou lembrando os momentos que teve com o pai na partida. Foram noventa minutos inesquecíveis! Noventa minutos em que nem parecia que os dois tinham um relacionamento frio. Na verdade, mais parecia que um era o filho exemplar, e o outro, o melhor pai do mundo.

O filho não queria que o domingo acabasse...


O Rico: Videogame

maio 19, 2011

O Rico - Videogame

Amiguinho: Tem um jogo de videogame em que você controla a carreira de um só jogador.
Filho: Eu tenho esse mesmo jogo. Mas na minha versão dá pra controlar a carreira de todos.

Para os gringos:

Friend: There’s a soccer game that allows you to control the carreer of one player.
Son: I already have that game. But my version allows me to control the carreer of all of them.

Creditos da imagem: rarecast.com.br


Here’s to Ronaldo

fevereiro 14, 2011

Ronaldo

Como todo bom brasileiro, amo o futebol desde criancinha. E como todos os que gostam de futebol, sonhava em ser jogador profissional. Vi o Ronaldo na televisão pela primeira vez quando tinha 9 anos, época em que eu estava começando a acompanhar campeonatos, etc. Época em que meu ídolo era o Marcelinho Carioca, do Corinthians (e ainda é). Tinha a camisa 7 do craque corinthiano, mas logo adotei a 9 da seleção. Sem ninguém da minha idade que morasse por perto, eu descia sozinho para a quadra do prédio onde morava com a minha bola e fingia que estava jogando a final da Copa do Mundo. Foi naquela quadra que eu repeti cada lance que eu via na TV. As faltas do Marcelinho, os chutes do Batistuta e, claro, os dribles e os gols do Ronaldinho (na época ele ainda era o Ronaldinho).

Cresci torcendo por ele. Foram 16 anos da minha vida acompanhando o Fenômeno. Cada drible, cada gol, cada comemoração era estudada por mim para depois descer naquela quadrinha e ficar chutando a bola na parede, sonhando que, algum dia, eu estaria fazendo igual ele, levantando multidões, saindo na capa de todos os jornais e conquistando a Copa do Mundo.

Mas, assim como o futebol, a vida também é uma caixinha de surpresas. E, aos meus 16 anos, logo depois de o Brasil conquistar o penta em 2002, eu disse: “Agora é a minha vez”. Não é preciso ser um gênio para saber que não consegui. Seja por falta de insistência ou talento (ou os dois), vi meu sonho lentamente se desfazendo com o passar dos anos. Um sonho que é de muitos, mas só se realiza para poucos sortudos. Mas o Ronaldo foi diferente. Ele teve azar. Muito azar. Dentro de campo e fora dele. Ainda assim, soma 3 títulos de melhor do planeta, 2 Copas do Mundo e sei-lá-quantocentos gols.

É por isso que o Ronaldo, hoje, é mais do que uma estrela do futebol. Ele é um estado de espírito. Ele é superação. Ele é a prova de que nem toda a negatividade do mundo pode derrubar alguém. Que não importa quantas vezes você cair, você pode se levantar de novo e ser ainda melhor do que antes. Isso sim é um Fenômeno.

Obrigado, Ronaldo.
Do seu fã, Eduardo.

=)


Campo é terceiro colocado no Juca

junho 7, 2010

Atlética Cásper Líbero

Equipe cai diante da FAAP na semi, após golear a ECA por 6×0

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa

Não foi o Juca que todos esperavam, mas nem por isso deixou de ser inesquecível. Nunca, na história da modalidade, a Cásper fez tantos gols em apenas uma partida. Nunca se viu tanta garra e determinação dos atletas casperianos. E nunca se viu tanta fúria ao final de uma partida.

Quartas de final: Cásper x ECA
Com a derrota na Liga Paulista ainda engasgada, a ECA queria dar o troco nos guerreiros casperianos. Do outro lado, o técnico Ladá não queria saber de pressão do adversário. O comandante armou sua equipe de tal forma que envolveu os comunicólogos da USP em uma goleada histórica. Munido por Guiga (17), um dos melhores em campo, e Cenoura (18), o artilheiro Vitor (22) registrou seu primeiro “hat-trick” pela Cásper, firmando-se como o principal goleador da equipe em 2010. Vina (8), de cabeça, e Cenoura (17) guardaram mais dois golaços para a equipe da Paulista, que ainda teve uma ajudinha da ECA (gol contra do zagueiro Tropeço) para completar o placar elástico de 6×0.

Protegido pelo quarteto de zaga formado por Kalil, Jonas, Conilho e Rômulo, o arqueiro Denzel teve pouquíssimo trabalho no duelo, mas mostrou segurança sempre que acionado. No meio, Paulão (que entrou no lugar do machucado Espiga), ajudou o meio de campo a anular armação das jogadas ecanas. À sua frente, Murilo Lindo se revelou o mais novo cão de guarda da Cásper. O pequeno volante (conhecido por suas bufadas) mostrou que o leão da ECA se transforma em um gato mansinho à sua frente. Tácio (9) e Pikachu (69) entraram na etapa final e desperdiçaram boas chances de ampliar o marcador. O segundo foi parado com falta dentro da área, não marcada pelo juiz. Pedroso, Brunella e Zico também entraram e justificaram a boa fase.

Semifinal: Cásper x FAAP
Antes do início da partida, dois problemas: Guiga, sem documentação, e Espiga, machucado, não podiam sair jogando. Zico (20), apontado por muitos como grande revelação do time, teve sua primeira chance como titular. Negão (13) entrou para fechar o meio de campo. O resto da escalação era a mesma da partida anterior.

No primeiro tempo, a Cásper criou poucas oportunidades de gol. A boa marcação da FAAP não dava boas condições de finalização aos atacantes Vitor e Cenoura. Em alguns contra-ataques, os mauricinhos até chegaram a assustar a meta de Denzel, mas nada com muito perigo. Na segunda etapa, Guiga entrou no lugar de Vina e deu mais fluência ao ataque casperiano. Kalil chegou perto de abrir o marcador, mas foi parado pelo arqueiro adversário. O jogo parecia caminhar para as penalidades quando a FAAP finalmente conseguiu dar o troco pela derrota de 2009. O atacante mauricinho, impedido, aproveitou o rebote de um escanteio do outro lado do campo e fez o único gol da partida, até então, dominada pelos casperianos. Os guerreiro da Paulista reclamaram da posição irregular do centro-avante adversário criando um atrito perigoso na partida. Em um lance duvidoso, que gerou uma grande confusão, o árbitro expulsou um atleta de cada equipe. Chocolate entrou no finalzinho para tentar o gol de empate, mas já era tarde demais.

A Cásper encerrou sua campanha no Juca 2010 em terceiro lugar e volta para SP com a missão de salvar o ano, bastante promissor na Liga Paulista, onde tem 100% de aproveitamento após duas partidas.

“O elenco inteiro está de parabéns. Dá um prazer do caralho ver o time se doando tanto. Amo trabalhar aqui e ainda vou conquistar o Juca pela Cásper” afirmou o técnico Ladá.

Colaborou: Tomás El Ponei


O Invejado

maio 6, 2010

O que caracteriza o invejado?

São os olhares. De todos os que queriam estar em seu lugar.
É a frustração. De quem já esteve a sua frente e fracassou.
É a fúria. De quem jamais conquistará o que ele conquistou.
É a doce ilusão. De quem o vê cair frente a outro.
É a história. Vivida por poucos, invejada por muitos.
É a força surpeendente. Que desperta apenas na hora de enfrentá-lo.

Porquê ele é o símbolo a ser batido.
Porquê ele é a razão da tua raiva.
Porquê ele te obriga a ser melhor.
Porquê ele te desafia a se superar.

Porquê ele desperta em você um sentimento irritante e aflitivo:

A inveja


Cásper dá mais um passeio em Sapucaí

novembro 10, 2009

Jesse Owens

Atlética Cásper

Equipe bate a Santa Casa por 3×0 e aumenta as chances de classificação na Liga Paulista

Duda Mendonza
Assessoria de Imprensa


O quê? A Cásper foi pro Juca de novo?  Não, caro leitor. A Cásper foi para Santo André jogar contra a Santa Casa no campo da Vila Vivaldi – que curiosamente fica em uma rua chamada Sapucaí. Mas qual será a verdade que se esconde por trás deste nome tão curioso? Cidades, vilas e até sambódromos já foram batizados com a graça de Sapucaí. E ela parece ter criado um gosto pelos guerreiros do Exército Vermelho. Na tarde deste último domingo, os reds entraram em campo e jogaram como nunca neste segundo semestre.

O jogo

Empolgados com a vitória de virada sobre a rival de Jucas, Metodista, os casperianos entraram em campo com ânimos redobrados para buscar a tão sonhada classificação. Com apenas três pontos na tabela, Ademir sabia que precisava adiantar a marcação de sua equipe para tentar chegar ao resultado desejado o mais rápido possível. Para isso, colocou em prática o 4-3-3 quem vem usando desde o primeiro semestre, com Espiga, Choco e Tácio na frente, apertando a saída de bola adversária. No meio, dispunha de Brunella, Biel e o improvisado Jonas, como primeiro volante. Atrás, Kalil, Gué, Cauê e Alex faziam a última linha de defesa frente ao gol de Mineiro.

Embora a Santa Casa controlasse a posse de bola por mais tempo, era a Cásper que mais assustava na partida, com rápidos contra-ataques puxados por Brunella. Contudo, o meia teve que ser deslocado para a lateral-direita em virtude de uma contusão que tirou Alex nos primeiros minutos de jogo. Guiga entrou para fazer a função de armador e logo abriu o placar para os casperianos. Em cobrança de falta na entrada da área, o camisa 17 deu chute certeiro no canto superior, no contra-pé do arqueiro Faustão, e correu para o abraço.

Mesmo com a vantagem no placar, a Cásper manteve a sua postura ofensiva e continuou pressionando a Santa Casa em seu campo de defesa. Em mais um rápido contra-ataque, o cada vez mais titular Tácio achou Chocolate livre de marcação na pequena área. O xodozinho meio-amargo de RP não perdoou e anotou o segundo gol para a equipe da Paulista, com direito à comemoração ensaiada.

Os médicos até que tentavam esboçar uma reação explorando o jogo aéreo, principalmente com seu camisa 8 de dois metros e meio de altura. A estratégia, porém, se voltou contra a Santa Casa. Espiga aproveitou um rebote de bola parada e arrancou de seu campo de defesa até o gol adversário para tocar na saída do arqueiro, após se livrar de dois marcadores.

Com 3×0 no placar, antes do fim da primeira etapa, Ademas, recuou seus jogadores e pediu paciência para matar o jogo nos contra-ataques na volta do intervalo.

Os médicos da Barra Funda partiram para o tudo ou nada e acionaram o chuveirinho na área de Mineiro, que logo seria substituído por Denzel. Guiga, pendurado, também foi substituído, assim como Chocolate, Tácio e Gué. Os veteranos Lui, Negão, Rafa e Pedroso entraram para segurar o resultado e tentar ampliar a diferença de gols. Espiga teve uma oportunidade clara em cruzamento de Tácio. Seria o seu segundo gol na partida, mas o camisa 14 desperdiçou a oportunidade na cara do gol. Kalil ainda teve tempo de arriscar um chute da intermediária, mas o pequeno tripé viu a bola se perder na linha de fundo.

Sem mais forças para atacar, a Santa Casa se rendeu ao poder defensivo adversário e viu os casperianos comemorarem a sua segunda vitória na Liga Paulista.

A Cásper agora joga contra a Medicina ABC (mesma equipe que enfrentou no ano passado com apenas 7 jogadores) para decidir de uma vez por todas se vai ou não à fase final da competição.

Veja a matéria no site da Atlética Jesse Pwens.